Quinta do Lagar da Moira
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Rotas Turísticas Culturais na Região da Serra da Estrela

A Rota dos 20 Castelos

A Rota dos 20 Castelos integra os castelos que se situam à volta da Serra da Estrela. Dela fazem parte os castelos de Linhares, Celorico da Beira, Trancoso, Castelo Rodrigo, Pinhel, Almeida, Castelo Bom, Castelo Mendo, Vilar Maior, Alfaiates, Sabugal, Sortelha, Porta de Sequeiros, Guarda, Belmonte, Penamacor, Penha Garcia, Monsanto, Castelo Novo e Avô. Com funções eminentemente defensivas de vigilância e protecção das populações e território português (algo visível na arquitectura militar de montanha que possuem), estes castelos representaram um papel fundamental na nossa história ajudando a definir não apenas as fronteiras, mas também a cultura e modo de vida da população à volta da Serra da Estrela.

Torre do Castelo de Sortelha (Autoria da Fotografia: "Sortelha - anel de pedra", Aldeias Históricas de Portugal)

Rota das Aldeias Históricas

A Rota das Aldeias Históricas propõe um percurso pelas aldeias que representam um testemunho vivo da nossa história colectiva. As aldeias que designamos aqui como históricas são aldeias que, principalmente através do património edificado, são testemunhos vivos, que nos permitem perceber como se foi vivendo na Beira Serra em séculos passados. Não que as outras aldeias à beira da Serra da Estrela sejam menos históricas, mas nestas, pela sua cultura e estado de conservação patrimonial, sente-se com mais intensidade a força que o conhecimento do passado pode ter no nosso futuro. Das dez aldeias históricas que integram a Rota das Aldeias Históricas nove - Linhares, Marialva, Sortelha, Castelo Rodrigo, Castelo Mendo, Almeida, Castelo Novo, Idanha-a-Velha e Monsanto - situam-se na nossa região.

Rua em Linhares

A Rota da Lã

A Rota da Lã leva-nos a descobrir a evolução, representatividade e história de uma actividade que existe há 800 anos na nossa região. Desde o início da nação portuguesa que se trabalha a lã na Serra da Estrela, primeiro manualmente, em casa, mais tarde, a partir do século XVII, em manufacturas e em fábricas industriais a partir do século XIX. A Rota da Lã da Serra da Estrela tem como principais núcleos a Covilhã, Manteigas, Gouveia, Seia, Pinhel, Guarda e Penamacor, destacando-se desde há vários séculos a cidade da Covilhã.

O século XIV é um século de afirmação da região da Serra da Estrela neste sector, produzindo-se então burel e mais tarde pano de lã meirinha. No século XVI a produção alarga-se nas zonas de rebanhos e de fronteira havendo produção na Covilhã, em Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Trancoso e Pinhel. O Conde da Ericeira dá em 1679 um grande impulso ao sector têxtil e dos lanifícios; criam-se, então, grandes manufacturas, na Covilhã, Estremoz, Manteigas, Melo (Gouveia) e Lisboa, que respondem ao consumo em Portugal e no Brasil. Em 1679 é criada a grande manufactura da Covilhã. Em 1710, a Covilhã tinha 186 produtores domésticos, em Manteigas havia 28 e em Belmonte 18. Em 1764, o Marquês de Pombal cria a Real Fábrica de Panos da Covilhã. O século XIX é um século de grande aumento na produção, nomeadamente na Covilhã, em Gouveia, Manteigas e Trinta. Em 1860 a Covilhã dispunha de 35 unidades industriais empregando quase 4000 trabalhadores; enquanto em 1881 das 160 unidades fabris portuguesas 128 eram na Covilhã, empregando cerca de 6500 dos 12000 habitantes da cidade, neste ano existiam 158 teares na Covilhã (57 delas eram mecânicos), 20 em Gouveia, 15 em Seia, 5 em Manteigas e 1 na Guarda.

Em Gouveia existiam, em 1873, 23 fábricas com 192 teares, no final do século contavam-se 114 as fábricas de lanifícios, empregando cerca de 1000 trabalhadores.

O século XX representa o apogeu e declínio da produção. No início do século XX a indústria têxtil era a mais importante do país, seguida da dos lanifícios, produzindo bastante e empregando inúmeros trabalhadores na região da Serra da Estrela. Mas a partir de 1970 a Serra da Estrela começa a assistir ao encerramento de fábricas têxteis e dos lanifícios, facto que se viria a repetir vezes sem conta até ao dia de hoje, deixando a região numa enorme crise social, económica e cultural. No século XXI, existem ainda empresas a laborar, que apostam sobretudo na tecnologia, vendendo inclusivamente para marcas prestigiadas internacionalmente.

Se decidir percorrer a Rota da Lã não deixe de passar junto à ribeira de Gouveia, que possibilitava o funcionamento, através da força motriz, das inúmeras fábricas que se situavam nas suas margens. Siga para Loriga ou Manteigas onde se situaram importantes complexos industriais. Passe também junto à Ribeira da Degoldra, entre outros locais. Por falar em Degoldra, junta a esta Ribeira situava-se a Real Fábrica de Panos da Covilhã, edifício hoje integrado no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, que dispõe de três núcleos: Real Fábrica de Panos, Real Fábrica Veiga e Râmolas de sol - espaços em toda a cidade da Covilhã onde, ao ar livre, se secavam e esticavam os tecidos. Este conceituado Museu foi considerado, pela UNESCO, como o melhor museu têxtil da Europa.

Rota das Antigas Judiarias

Sabe-se que desde o final do império romano existiam, naquele que viria a ser o território português, comunidades judaicas, em bairros judeus no interior das povoações, as judiarias. Estas comunidades foram crescendo no território português na medida em que os primeiros soberanos portugueses necessitavam de povoar as terras reconquistadas aos mouros. Cada comuna tinha uma ou mais judiarias e a sinagoga era o centro da vida desta comunidade, religiosa e socialmente. A comunidade judaica em Portugal aumentou bastante na época dos descobrimentos porque, contrariamente ao que se passava em Espanha, em Portugal os judeus não eram perseguidos, por outro lado os descobrimentos possibilitavam a este povo, de forte tradição comercial, novas oportunidades de negócios.

No século XV, a Guarda, e principalmente a Covilhã, tinham das maiores comunidades judaicas em Portugal. Os judeus dedicavam-se fundamentalmente ao comércio e ao artesanato, mas também às actividades agrícolas, destacando-se na Serra da Estrela pela produção de vinho e azeite, tendo sido também impulsionadores fundamentais da indústria dos lanifícios. A decisão de D. Manuel I de expulsar os judeus gera grande descontentamento no meio científico e intelectual, já que eram judeus grandes nomes ligados às inovações científicas dos descobrimentos.

A comunidade de Belmonte, formada por cerca de 200 pessoas, em silêncio durante séculos, é a herdeira das comunidades existentes em Portugal dos últimos judeus sefarditas que residiram na Europa.

Casa Manuelina ou Casa do Judeu, na antiga Judiaria em Linhares
Entrada para a Casa Manuelina ou Casa do Judeu, em Linhares, na Rua do Passadiço

Em Gouveia a comuna judaica terá começado com 50 pessoas no século XV, mas no final deste século, devido à expulsão dos judeus de Espanha em 1492, seriam já 200. A comunidade judaica teve grande importância em Gouveia. Dedicavam-se ao trabalho da lã e julga-se que viviam no que é hoje o bairro da Biqueira, onde terão construído, em 1496, uma sinagoga na Rua Nova, alusão aos Cristãos-Novos. Bem perto foi depois mandada edificar a Capela de Santa Cruz, no lugar onde haviam sido injustamente sacrificados três judeus, acusados de ter ultrajado um imagem de Nossa Senhora.

A Rota das Antigas Judiarias levá-lo-á da Covilhã, passando por Belmonte, Penamacor e Fundão até a Gouveia, Celorico da Beira, Trancoso, Guarda e Pinhel.

 
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Última actualização: 2005/12/22
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Visitando estes castelos poderá conhecer a história e memória do nosso país, em particular da região fronteiriça.
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