Quinta do Lagar da Moira
 
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Última actualização: 2005/12/22
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Flor do Campo

Rota das 25 Lagoas

Na Serra da Estrela terá a possibilidade de se deslumbrar com diversos espelhos de água plantados entre os rochedos. São as Lagoas da Serra da Estrela, que permitem percursos pedestres, podendo ser feitos parcialmente de carro. São possíveis, pelo menos, três percursos: o Percurso das Lagoas da Torre, o Percurso das Grandes Lagoas e o Trilho de Viriato.

O Percurso das Lagoas da Torre é um percurso circular, possibilitando a partida da Torre - Lagoa da Torre - a 2000m de altitude, passando pela Lagoa do Covão das Quilhas e a Lagoa Serrana, a Barragem do Covão do Meio, as Lagoas das Salgadeiras às quais se poderá seguir o regresso à Torre. Neste percurso poderão ser ainda integradas a Lagoa da Paixão e a Lagoa dos Cântaros, sendo ambas lagoas naturais sem qualquer tipo de dique ou barragem.

O Percurso das Grandes Lagoas é também circular, poderá iniciar-se na Barragem do Lagoacho (ou na do Vale do Rossim ou ainda na Lagoa Comprida já que se trata de um percurso circular). Saindo da Barragem do Lagoacho que se encontra a 1450m de altitude, poderá passar pela Barragem do Covão da Malhada e dirigir-se a pé para a Barragem do Vale do Rossim, passando pelas Penhas Douradas chegará à barragem do Covão dos Conchos, depois passará pelos Charcos (antes lagoas glaciárias) culminando na Lagoa Comprida (na qual desaguam águas do Covão do Meio e do Covão dos Conchos). Deixando a Lagoa Comprida, e seguindo a linha de água, encontrará o Covão do Forno, depois a Lagoa Seca, a Lagoa Redonda e regressará à Barragem do Lagoacho.

O Trilho de Viriato inicia-se a 1500m de altitude, nas Penhas da Saúde, seguindo a estrada descobrirá o Lago Viriato, depois passará pela Nave de Santo António, que em tempos terá sido uma lagoa glaciária, pela Barragem do Covão do Ferro (ou Barragem do Padre Alfredo) podendo seguir depois para a Torre.

Povoam as Lagoas da Serra da Estrela a Truta-arco-íris e o Escalo-do-Norte. A truta-arco-íris é semelhante à truta do rio diferenciando-se pelas suas cores e por ter escamas mais pequenas. O Escalo-do-Norte existe no rio Zêzere apenas até aos 1000m de altitude, contudo, pode ser, surpreendentemente, encontrado nas Lagoas da Serra da Estrela. É um peixe alongado de cabeça relativamente grande.

Vista pacial da Lagoa Comprida
Rotas Turísticas Ambientais na Região da Serra da Estrela
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Rota dos Rios da Serra da Estrela

A Rota dos Rios da Serra da Estrela é um convite para conhecer paisagens e recantos de enorme beleza onde a terra contrasta com a transparência da água cristalina, proporcionando uma flora verdejante e uma fauna onde se destacam espécies diversas como a truta, a boga e o barbo, o melro-de-água, a toutinegra, o andorilhão, a rã-ibérica e o javali.

Esta Rota convida-nos a seguir o percurso de 3 rios que nascem na Serra da Estrela: Rio Mondego, Rio Zêzere e Rio Alva.

O Rio Mondego destaca-se, entre outras coisas, por ser o maior rio que nasce e desagua em Portugal. Nasce no Mondeguinho, no concelho de Gouveia, junto à estrada que liga Gouveia a Manteigas, a 1500 metros de altitude. É um lugar muito agradável onde diversas pessoas aproveitam para apanhar água pura e fresca. Nesta zona existe sobretudo urze e giesta mas também Carqueja, Rosmaninho e Sargaço. Entre as árvores destacam-se o carvalho, o castanheiro, o pinheiro e a azinheira, em altitudes mais baixas encontrar-se-ão principalmente freixos e amieiros, como os da Quinta do Lagar da Moira, que ladeiam a Ribeira de Linhares.

Do Mondeguinho poderá seguir para o Covão da Ponte, onde o Rio, que desce por encostas acidentadas, acalma o seu curso no planalto. Depois poderá continuar rumo ao Sumo do Mondego, local onde, depois de uma queda de água, o rio desaparece, seguindo o seu curso por baixo da terra, reaparecendo mais à frente. Estando nesse zona passe na Senhora da Assedace, local de romaria, que durante o resto do ano permite um cenário silencioso, pautado pelo correr das águas do Mondego e o som dos pássaros.

A Quinta da Taberna, entre a Senhora de Assedace e Videmonte, dispõe de pequenas construções de pedra, que acompanham o rio, sendo possível nas suas margens a prática de diversas actividades de lazer. Se o seu destino for a Guarda poderá deliciar-se com outro curso de água, a Ribeira do Caldeirão, que, antes de se entregar ao Mondego, permite o abastecimento da cidade da Guarda, através da Barragem do Caldeirão.

A Ponte do Ladrão já deixou para traz a paisagem do Vale do Mondego observável em Pêro Joanes, Porto da Carne, Mizarela ou Aldeia Viçosa, é um lugar que, numa das margens do Mondego, é arborizado por árvores de grande porte e, na outra margem, tem um moinho que ainda moí milho. A praia fluvial de Juncais, da Ponte Nova e a de Ribamondego são a delícia dos verões quentes, permitindo animadas manhãs e tardes entre um mergulho, um passeio de canoa, um lanche e o animado convívio. Quem queira tentar a sua sorte poderá pescar.

Cântaro Magro, visto do Covão da Ametade

A Ponte Palhês, que marca a fronteira entre o concelho de Gouveia e Mangualde, permite uma vista fabulosa do Mondego, que corre bem lá no fundo, no fim de uma encosta alta, cheia de verde. Um pouco antes da ponte desagua a Ribeira de Assessada, ou Rio Torto, que nasce nas Aldeias, passa por Moimenta da Serra, Lagarinhos, Rio Torto e Cativelos.

O percurso do Mondego segue, mas para quem não queria afastar-se muito da Quinta do Lagar da Moira, talvez possa terminar aqui.

O Rio Zêzere nasce em pleno coração da Serra da Estrela, no belíssimo Covão da Ametade. Muito antes de, mais de 200 km depois, desaguar no Tejo, de quem é o principal afluente, o Rio Zêzere percorre todo o Vale Glaciar, bem no meio do “U” formado por este Vale. Seguirá para o Sameiro, passará pela Cova da Beira, em Belmonte (onde existe o Eco-Museu do Zêzere) e na Covilhã, onde o cenário se transforma dando as árvores da montanha lugar às árvores de fruto, que acompanharão o Zêzere nesta região.

Covão da Ametade

A Rota dos Glaciares

A Era dos Glaciares deixou na Serra da Estrela testemunhos ímpares, desde o planalto glaciário onde o glaciar tinha origem, às paisagens graníticas moldadas pelas línguas de gelo em movimento ou “presenteadas” com blocos erráticos que o gelo ia deslocando.

Podemos começar a Rota dos Glaciares no planalto da Torre – o planalto glaciário – onde, noutros tempos, se formou uma cúpula de gelo. O gelo atingiria nessa época cerca de 80 metros de altura. Dessa ocupação glaciar herdámos uma paisagem de rochas bem polidas pelo gelo, sem arestas salientes, onde, nas depressões, se formaram lagoas e prados húmidos. Do planalto da Torre é possível seguir esta Rota descendo aos principais vales glaciares: o Vale Glaciário do Zêzere, o Vale Glaciário de Alforfa, o Vale Glaciário de Loriga, o Vale Glaciário do Covão Grande e o Vale Glaciário do Covão do Urso.

Escorrendo desde a cúpula do glaciar, as línguas de gelo, com toda a sua força, formaram, em altitudes mais baixas, os vales glaciares, vales tendencialmente em forma de “U”. Destaca-se o Vale Glaciar do Zêzere por ser o maior vale glaciário da Serra da Estrela, atingindo 13 km de extensão. A língua de gelo que deu origem ao Vale Glaciário do Zêzere atravessava a zona onde hoje se situa a vila de Manteigas, dissolvendo-se mais à frente, a cerca de 680 metros de altitude. Esta língua de gelo era alimentada pelas línguas de gelo da Nave de Santo António, do Covão da Ametade, da Candieira e dos Covões, atingindo, a montante, 300 metros de espessura, como prova a existência de moreias – espaços onde os gelos depositaram grandes rochas deslocadas do planalto glaciar – na lagoa seca, na Nave de Santo António e abaixo do vale da Candieira.

A força do gelo era tal que arrastava inúmeros blocos graníticos, a título de exemplo da espectacularidade desta força natural podemos destacar o enorme “Poio do Judeu”, imenso bloco granítico de 150m 3 no alto da Nave de Santo António.

O Vale Glaciário da Alforfa tem uma localização precisamente oposta em relação ao Vale Glaciário do Zêzere. Neste Vale Glaciário a língua de gelo atingia 5,5 km de comprimento e dissolvia-se, devido à exposição solar, a apenas 800 metros de altitude. Neste vale é possível observar os maiores depósitos de enormes blocos graníticos em frente ao que se pensa ter sido o local de término das línguas de gelo que deram origem a este vale.

Para conhecer o Vale Glaciar de Loriga quase não é preciso sair da actual vila, dado que este vale se estende quase até lá. O Vale Glaciário de Loriga atinge uma extensão de 7km onde se formaram quatro covões. As línguas de gelo dissolviam-se a 800 metros de altitude, deixando a nu os blocos graníticos já existentes, e deram origem à Ribeira de Loriga.

O Vale Glaciário do Covão Grande teve origem num glaciar que atingia 5,5 km em direcção à aldeia de Lapa dos Dinheiros, dissolvendo-se a 1000 metros de altitude. Neste vale destacam-se o afamado cântaro gordo, as acumulações moréticas da Nave Travessa e os blocos erráticos admiráveis perto da lagoa comprida, lagoa de origem glaciária.

Vista parcial, a juzante, do Vale Glaciar do Zêzere

O percurso do Vale do Covão do Urso deverá ser feito exclusivamente a pé, dado que só é, longinquamente, observável a partir da EN 339, que vai até ao Sabugueiro. Este vale recôndito teve origem num glaciar do lugar dos Conchos, no planalto da torre, e percorria o actual vale, de 6,5 km, até ao local onde hoje podemos visitar a aldeia do Sabugueiro, dissolvendo-se, portanto, a cerca de 1000 metros de altitude, e formando a maior moreia lateral da Serra da Estrela.

e de Santo António
Blocos Erráticos, perto da Lagoa do Forno
Praia Fluvial de Ribamondego (Autoria da Fotografia: ADRUSE)
O Rio Alva nasce a 1425 metros de altitude, perto do Vale do Rossim. Desce do Vale do Rossim para o Sabugueiro e depois para a Senhora do Desterro. Do cenário da montanha, a 1425 metros de altitude, passa para o vale, aos 300 metros de altitude, depois do concelho de Seia, no concelho de Oliveira do Hospital. A paisagem não será menos bela e o Rio Alva passará por vários açudes, pela Ponte das Três Entradas e em Avô terá a originalidade de ter um ilha no seu leito.
Olival
Flor de Macieira